Como funciona o Videogame

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Como funciona o Videogame

Mensagem por DR.CID em Ter 22 Nov 2011, 08:53

fonte tirada do site http://forum.retrobits.com.br/viewtopic.php?f=35&t=2426


Como funciona o Videogame

Introdução

Os sistemas de videogame caseiros, também conhecidos como consoles, são um grande entretenimento popular. Em 2000, a Sony (em inglês) estimava que uma em cada quatro casas nos Estados Unidos tinha um PlayStation Sony. É um número impressionante. E as demais casas provavelmente possuem outros sistemas de videogame.

Neste artigo você aprenderá o que são os sistemas de videogame, conhecerá um pouco sobre a história dos consoles de videogame, o que há dentro de um console e o que o futuro prepara para esses sistemas. Você também aprenderá um pouco sobre os jogos desses sistemas.

Vamos começar com a pergunta mais básica: o que exatamente é um console de videogame?

A essência do negócio

Um sistema de videogame é um computador altamente especializado. Na verdade, a maioria dos sistemas se baseia nos mesmos microprocessadores (CPUs) usados em muitos computadores. Para manter o custo dentro de limites cabíveis, a maioria dos fabricantes usa uma CPU disponível há bastante tempo para ter o custo diminuído.

Por que as pessoas compram um console de videogame em vez de um computador? Por vários motivos:

normalmente, é muito mais barato. Um videogame como o PlaySation 2 custa cerca de US$ 130, nos EUA. O preço não leva em conta acessórios como cartão de memória e um controle extra. No Brasil, o mesmo videogame é vendido por algo em torno de R$ 550. Videogames usados, como um PlayStation 1, podem custar a partir de R$ 100 (ou US$ 30, nos EUA);
não é necessário esperar para carregar o jogo;
os sistemas de videogame são projetados para fazer parte de um sistema de entretenimento, o que significa que você os conecta facilmente à sua TV estéreo.
não há problemas de compatibilidade como o sistema operacional, drivers DirectX, correção do cartão de áudio, controle do jogo, resolução etc.
os projetistas dos jogos sabem exatamente que componentes cada sistema tem; por isso, os jogos são escritos para tirar vantagem total do hardware;
o grau de conhecimento técnico necessário para montá-lo e usá-lo é bem menor. A maioria dos consoles é realmente "plugar e jogar";
a maioria dos videogames tem jogos que permitem vários jogadores, o que seria difícil num computador pessoal.

Um breve histórico

Os videogames existem desde o começo dos anos 70. O primeiro videogame arcade comercial, o Computer Space, da Nutting Associates, foi lançado em 1971. Em 1972, a Atari introduziu o Pong aos fliperamas. É interessante saber que o Atari foi criado por Nolan Bushnell, que também desenvolveu o Computer Space. Ele saiu da Nutting Associates para fundar a Atari, que então produziu o Pong, o primeiro grande sucesso dos fliperamas. Pong foi um grande sucesso.

Naquele mesmo ano, o Magnavox apresentou o primeiro console de videogame caseiro. Batizado de Odyssey, ele não tinha nem um microprocessador. A parte central do sistema era um quadro com mais ou menos quatro dúzias de transistores e diodos. O Odyssey era muito limitado: só conseguia produzir gráficos simples e era necessário colocar aquela capa de plástico adaptada na tela da televisão. Em 1975, a Atari introduziu uma versão caseira do Pong. Ela foi vendida exclusivamente pela Sears, tendo até seu logo. Pong foi um sucesso fenomenal, abrindo as portas para o futuro dos videogames caseiros.

O Atari 2600

Embora o Fairchild Channel F, lançado em 1976, tenha sido o primeiro sistema de jogos removíveis, foi a Atari mais uma vez que lançou tal sistema com sucesso comercial. Lançado em 1977 como Video Computer System (VCS), o 2600 usava cartuchos removíveis, permitindo o uso de múltiplos jogos usando-se o mesmo hardware.

O hardware do 2600 era bem sofisticado para a época, embora pareça incrivelmente simples agora. Ele consistia de:

um microprocessador MOS 6502;
Stella, um chip padronizado de gráficos adaptado, que controlava a sincronia com a TV e demais tarefas de processamento de vídeo;
128 bytes de RAM;
cartuchos de jogos com base em memória ROM de 4 kilobytes.

Os chips eram anexados a uma pequena placa de circuito impresso (PCB), que também se conectava a portas de joystick, conectores de cartuchos, fonte de energia e saída de vídeo. Os jogos consistiam de um software codificado em memória ROM alocadas em cartuchos plásticos. A memória ROM era conectada a um fio a um PCB que tinha vários contatos metálicos em uma das pontas. Esses contatos eram inseridos em um plugue no quadro principal do console quando se introduzia um cartucho no sistema. Ao se fornecer energia para o sistema, ele detectava a presença da memória ROM e carregava o software do jogo para a memória.

Sistemas como o Atari 2600, seu descendente, o 5200, o ColecoVision da Coleco e o IntelliVision da Mattel ajudaram a criar interesse pelos consoles caseiros por alguns anos, mas o interesse começou a diminuir quando a qualidade desses jogos ficou aquém das normas adotadas. Em 1985, a Nintendo lançou o Nintendo Entertainment System (NES) e tudo mudou.

O NES introduziu três conceitos muito importantes na indústria de videogames:

a utilização de um controle (pad) em vez do joystick;
a criação de reproduções autênticas de videogames padrões para o sistema caseiro;
a utilização do hardware como um loss leader, aumentando bastante seu preço e gerando lucro com os próprios jogos.
A estratégia da Nintendo funcionou e o NES fez o mercado de consoles caseiros renascer. Os sistemas não se pareciam mais como meras imitações das máquinas padrões. Novos jogos, que eram impossíveis de serem criados para os sistemas comerciais, como o Legend of Zelda, foram desenvolvidos para esse mercado. Esses jogos atraíram muitas pessoas que não tinham nem pensado em comprar um videogame até aquele momento.

A Nintendo continuou desenvolvendo e introduzindo novos consoles de games. Outras empresas, como a Sega (em inglês) e a Sony, criaram seus próprios sistemas de videogame caseiros.

Fundamentos do videogame

As peças básicas não mudaram muito desde a criação do Atari 2600. Segue uma lista dos componentes centrais que todos os sistemas de videogame caseiros têm em comum:

interface de controle pelo usuário
CPU
RAM
software central
mídia armazedora dos jogos
saída de vídeo
saída de áudio
fonte de energia
A interface de controle pelo usuário permite que o jogador interaja com o videogame. Sem ele, o videogame seria um meio passivo, como a TV a cabo. Os sistemas anteriores usavam controles ou joysticks, mas a maioria dos sistemas atualmente usa controles sofisticados, com vários botões e atributos especiais.

Desde os primeiros dias do 2600, os sistemas de videogame se basearam na RAM para armazenar temporariamente os jogos enquanto eles estivessem sendo jogados. Sem a memória RAM, até mesmo a CPU mais rápida não conseguiria fornecer a velocidade necessária para um jogo interativo.

O software central é o sistema operacional do console. Ele faz a interface entre as várias peças do hardware, permitindo que os programadores do videogame escrevam códigos usando bibliotecas de software e ferramentas comuns.

As duas tecnologias de armazenamento usadas nos videogames atualmente são os CDs e cartuchos com base em memória ROM. Os sistemas atuais também oferecem um tipo de cartão de memória flash para armazenar jogos salvos e informações pessoais. Sistemas novos como o PlayStation 2 têm unidades de DVD.

Todos os consoles devem fornecer um sinal de vídeo compatível com a televisão. Dependendo de seu país, ele pode ser NTSC, PAL ou até mesmo SECAM. A maioria dos consoles tem um processador dedicado de gráficos que fornece mapeamento especializado e funções geométricas e de textura, além de controlar a saída de vídeo. Outro chip lida com os centros de processamento de áudio e saídas de som estéreo ou, em alguns casos, som digital surround.

Os jogos

O software usado nesses sistemas de computador dedicados se desenvolveu muito desde os blips retangulares usados no Pong. Os jogos atuais produzem gráficos texturizados, totalmente coloridos, um som maravilhoso e uma interação complexa entre o sistema e o jogador. A maior capacidade de armazenamento dos cartuchos e discos permite que os projetistas de jogos incluam gráficos incrivelmente detalhados e som com qualidade de CD. Vários sistemas têm efeitos especiais embutidos, com atributos como iluminação única ou mapeamento texturizado em tempo real.

Existe uma enorme variedade de jogos disponíveis. Seguem alguns dos jogos que podemos jogar nos consoles mais populares:

Assim como no mundo dos computadores, os sistemas de videogame estão melhorando constantemente. Novas tecnologias desenvolvidas especialmente para videogames estão sendo unidas a outras tecnologias, como os DVDs.

Curiosidades

O Sega Dreamcast foi o primeiro console a usar o jogo online via linha telefônica, sistema chamado de Sega Net.
O XBox da Microsoft é o primeiro sistema de videogame que dá total suporte a HDTV.
A Popular Science reconheceu o Sega Dreamcast como um dos produtos mais importantes e inovadores de 1999.
O Magnavox Odyssey, lançado em 1972, continha 40 transistores e nenhum microprocessador. O novo microprocessador Pentium 4 contém 42 milhões de transistores somente no chip.
O PlayStation 2 é o primeiro sistema a ter gráficos melhores que os computadores pessoais na época de seu lançamento.
O N64 da Nintendo marcou a primeira vez em que o fabricante de workstations de gráficos Silicon Graphics Inc. (SGI) desenvolveu a tecnologia de hardware para jogos.
Embora o jogo Atari Football original tenha sido criado em 1973, ele não havia sido lançado até 1978. Seu atraso ocorreu porque o jogo não conseguia percorrer a tela: os jogadores não conseguiam se mover para a área acima da exibida no monitor. Quando finalmente foi lançado, o jogo se tornou o primeiro a usar o "rolamento", peça chave de muitos jogos atuais.
A máquina de fliperama do Pong, da Atari, foi o item mais vendido nas férias de 1975.
O primeiro console a ter jogos disponíveis em forma de cartuchos foi o Fairchild Channel F, lançado em agosto de 1976.
O PlayStation 2 é o primeiro sistema de videogame a usar tecnologia de DVD.
No Magnavox Odyssey original, os jogadores tinham de anotar o placar, porque a máquina não o fazia.
O disco do Nintendo GameCube consegue armazenar 1,5 gigabyte de dados: 190 vezes mais do que um jogo N64 de cartuchos consegue armazenar.
No mercado de 1991 até 2004, o SNK NeoGeo AES empatou com o Atari 2600 (1977-1990) em longevidade de uso.
O Genesis da Sega tinha uma versão do mesmo processador Motorola que havia no computador Apple Macintosh original.
O sistema Intellivison da Mattel, introduzido em 1980, tinha um "PlayCable" adicional, que enviava os jogos através da TV a cabo.
O Game Boy da Nintendo é o sistema de jogo mais bem sucedido da história, com mais de 100 milhões de unidades vendidas pelo mundo.
A palavra atari vem do antigo jogo japonês Go e significa "você está prestes a ser derrotado". Tecnicamente, essa é a palavra usada por um jogador para avisar seu adversário de que ele está quase perdendo o jogo, algo próximo ao "xeque-mate" do xadrez.
Nos anos 80, um serviço chamado Gameline permitia que os usuários fizessem download de jogos para o Atari 2600 através de linhas telefônicas comuns. Não foi um sucesso, mas fez parte da fundação da America Online, o maior provedor de internet do mundo.
O primeiro sistema de videogame colorido foi o Lynx, da Atari, lançado em 1989 com o valor de U$ 149,00.
Lançado em 1993, o 3DO foi o primeiro sistema de video game a ser totalmente baseado na tecnologia de CD.
O PlayStation da Sony tinha como objetivo original adicionar um CD ao Super Nintendo. Quando começaram a aparecer problemas no licenciamento, a Sony decidiu que o PlayStation seria uma máquina independente.

e isso ai amigos que sabe nos mesmo nao criaremos console original do brasil , sei que ideia meio boba, mais quem sabe ne!.

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Re: Como funciona o Videogame

Mensagem por GameMakerTutoriais em Qua 23 Nov 2011, 12:11

Adorei! Muito massa!

A história do Odyssey, Pong, etc... eu tinha visto num podcast do Passagem Secreta, achei massa demais. surpreso Mas num todo, só discordei disso:

não é necessário esperar para carregar o jogo;

hauahuahauahuahahuah, o que eu mais esperei foi isso quando tinha o Saturn! E nem quero comentar sobre os cartões de memória kkkkkkkkk, já o Playstation isso deu uma amenizada, mas ainda carregava pacas!

Mas adorei o tópico o/

Ha, uma coisa que eu lembrei! Raramente a gente vê alguém falar de fitas K-7. Um meio que foi usado muito pra armazenamento naquela época foram essas fitas que a gente usava pra gravar música antigamente, tinham PCs que liam aqueles "disquetões" e fita K-7 também!

Eu nunca tive um que usava fita, um colega comentou comigo que levava meia hora pra carregar um jogo! kkkkkkkkkk


O PlayStation da Sony tinha como objetivo original adicionar um CD ao Super Nintendo. Quando começaram a aparecer problemas no licenciamento, a Sony decidiu que o PlayStation seria uma máquina independente.

Um dos maiores fatos da história dos videogames! Gerou uma série de acontecimentos importantes e quem desencadeou tudo isso foi o Sega CD. Eu escrevi esses dias um post sobre o CD-I da Philips que foi consequência da demissão da Sony e a contratação (e posterior demissão) da Philips pra desenvolver esse leitor de CDs. (tá até na minha assinatura aí se alguém quiser conhecer, tem 3 zeldas pra ele)

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